domingo, 8 de junho de 2008

PAIXÃO NO SENTIDO FIGURADO

Sinto que há uma grande elipse dentro de mim, algo que sei que está faltando... Causada talvez pela distância que nos separa. Saudade é o nome que dão a ela por aí. E seria um pleonasmo (vicioso ou não?) dizer que te quero e não usarei de nenhuma hipérbole para dizer que, sem você, eu perderia meu brilho. Entenda isso como um eufemismo para figurar que não vivo sem você, ou melhor, vivo sim, mas não quero!

Viajo em meus pensamentos sempre que vejo seu doce sorriso, o qual é acompanhado de um olhar sedutor e gentil, e ele me convida a sorrir com você. Sinestesia? Prosopopéia? Não, não... Prefiro chamar isso de sintonia.

E a metonímia de dizer que quero sua presença não é suficiente, pois sua presença é apenas uma parte de você, não mataria essa sede. Metáfora? Catacrese? Também não... Prefiro chamar isso de vício. E esse vício me inebria a tal ponto que, quando em sua presença, sucumbo diante de uma crise de anacolutos os quais não me deixam verbalizar o que quero. E olha que nem pretendo ser prolixo!

Sou somente seu...”: meu professor de Literatura chama isso de aliteração. Eu não. Eu chamo de paixão. Em virtude disso, prefiro ser irônico e dizer que você é apenas mais uma pessoa não merecedora de qualquer antonomásia.

Adoro teu sorriso

Adoro teu olhar

Adoro teu jeito...”

E sigo a escrever por repetidas anáforas (pleonasmo de novo?) o quanto você é adorável. E encerro dizendo que todos os apaixonados pensamos bobagens. Eu sei... Sei que usei uma silepse, mas não sei se de gênero, de número ou de pessoa, mas vou perguntar a meu professor para acabar com essa metalinguagem que me consome...

A.A.M.

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